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Suspeito de matar filha de sargento da PM é preso em Arapiraca

Suspeito de matar filha de sargento da PM é preso em Arapiraca
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A Polícia Civil de Alagoas prendeu, no final da tarde dessa terça-feira (12), um homem de 42 anos suspeito de assassinar a jovem Josefa Deisiely Santos Magalhães, 26, em dezembro, na zona rural de Igreja Nova, interior de Alagoas. O suspeito teria um relacionamento amoroso com ela e foi preso por feminicídio.

A informação foi confirmada ao TNH1 pelo delegado José Carlos Santos, da Divisão Especial de Investigação e Captura (DEIC), que investigou o caso em ação coordenada com a Delegacia Regional de Arapiraca, comandada pelo delegado Guilherme Iusten.

“(A prisão) ocorreu no final da tarde de ontem, início da noite, por equipes nossas da Deic e da Delegacia Regional de Arapiraca. Ele tinha um relacionamento amoroso com ela, a gente entende que houve feminicídio. O veículo dela foi encontrado com pessoas vinculadas ao suspeito. A vítima foi levada até Igreja Nova, assassinada lá e o veículo dela, junto com o aparelho celular, foram trazidos para Arapiraca. Posteriormente a gente obteve outros dados técnicos que apontam que ele esteve no local do crime”, explicou José Carlos.

Filha do sargento Magalhães, lotado por muito tempo no Batalhão de Arapiraca e que hoje está na reserva, Josefa Deisiely Santos Magalhães estava desaparecida desde o dia 21 de dezembro. O carro da vítima foi localizado no dia 28 e o corpo dela foi encontrado em avançado estado de decomposição no dia 29 do mesmo mês.

“Esse rapaz tinha um relacionamento com ela e era bem possessivo, eles tinham uma relação muito conturbada, de muita agressão verbal. O veículo dela é um Ford Ka. Ela foi atraída para o local e a gente acredita que ela foi dirigindo sozinha o veículo dela, pelo menos até parte do caminho. Ela saiu de Arapiraca dirigindo sozinha, ele foi em outro veículo. A gente acredita que o veículo dela pode ter ficado em São Sebastião e de lá até Igreja Nova ela foi junto com ele, onde infelizmente foi assassinada”, detalhou o delegado.

“A prisão é temporária. Uma investigação da Delegacia Regional de Arapiraca conseguiu elementos importantes que apontavam para essa pessoa. O caso passou para a Deic. Aqui na Deic a gente conseguiu dados técnicos que são irrefutáveis em relação ao fato dele ter estado no local do crime. Ele já tinha sido ouvido e negado, tinha alegado que estava em Arapiraca na noite do crime. A gente tem esse dado técnico, que é irrefutável, que ele esteve, sim, no local do crime. A gente passou a não ter dúvida da participação dele. Foi pedida a prisão temporária ainda no plantão judiciário do Ano Novo e o juiz plantonista deferiu o mandado. A gente só esperou o momento mais oportuno para prendê-lo. Ele estava desconfiado e a gente esperou a melhor hora para que não desse o bote errado e ele terminasse fugindo”, revelou.

Ainda segundo o delegado, o suspeito não soube responder perguntas que o contradiz em depoimento.

“Ele foi entregue ao Sistema Prisional, só que há a possibilidade de um novo interrogatório. Ele foi ouvido quando chegou de Arapiraca, autorizou ser ouvido sem advogado. Mas após a gente questioná-lo sobre algumas contradições, ele pediu para conversar com o advogado dele e eventualmente pedir um novo interrogatório. A gente não faz objeção se for para ter os fatos que ele não esclarece. (Ele confessou?) Não, ele não confessou. Ele nega, mas ele não consegue explicar as informações que nós temos, ele não tem uma resposta plausível para isso”, disse o delegado.

Entenda o caso

O corpo de Josefa Deisiely Santos Magalhães, de 26 anos, foi encontrado em avançado estado de decomposição, no dia 29 de dezembro de 2020, na zona rural do município de Igreja Nova, na divisa com Penedo, no interior de Alagoas. A jovem, que é filha de um sargento da Polícia Militar, estava desaparecida desde o último dia 21 de dezembro.

De acordo com um militar que atendeu a ocorrência, e pediu para não ser identificado, uma guarnição foi acionada para reforçar buscas que estavam sendo realizadas pelo Grupamento Aéreo da Secretaria de Segurança Pública (SSP). No local, foi encontrado o corpo de uma mulher.

O reconhecimento, porém, foi realizado por familiares que foram até o local e viram o corpo. O militar informou que o reconhecimento foi possível através de características de Deisiely, como uma tatuagem e também as roupas que a vítima estava utilizando no dia do desaparecimento. Mas, devido ao estado de decomposição do cadáver, somente o Instituto de Criminalística (IC) poderia confirmar a identidade da vítima.

*fonte:TnH1